Velocidade é o caralho!
Eu quero é parar olhar observar sorver fruir amar
Quieto
Sem pressa
Sem nada
Desencanar tomando café feito na hora fumar um cigarro pensando nos barroquismos cinepoéticos do Glauber e ver minha mulher passando com aquela saia florida de seus olhos que aterrorizam saudades
Depois sentir um livro de poemas inteiro do Maiacovski esquecendo que a lua já ta lá e terminar a noite beijando as eternidades daquele corpo morno
E talves antes depois nunca quem vai saber ligar praqueles amigos que você ama mas que não convivem mais com você não lembram mais do que você gosta de comer os filmes que ta pirando no momento os tipos de assunto que tá pensando discutindo arregimentando em mesas de bar inestimáveis filas de cerveja mas que você precisa ouvir a voz de tempos em tempos e saber os tópicos mais importantes da vida cotidiana que a canoa insiste em quebrar
Família
Trampo
Artes esquecidas perdidas por falta de sei lá sonho dinheiro tesão
E que fica na superficialidade reconhecida mas que é um amor um gozo um alívio saber que a pessoa tá lá dita bem e ainda sendo
Ou esperar aquelo amigo de sempre com um baseado do verde que talvez nem te conheça tanto quanto aquele outro mas que viaje com você e sintonias existenciais se batem ressonam idéias perdidas porque inimagináveis e outras porque não? Aproveitáveis e colocadas no meio dum capítulo dalgum livro fantástico já que a vida nele rebate mas também pode ser naquele olhar que percorre árvores e prédios
Pelo dia que a poesia assuste
Escrito por Coquette às 01h57
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