ultimo capitulo dum livro que nao publicarei.
Acho que nunca li um livro que terminasse numa festa. A arrogância de ser escritor dum livro só assusta.
Sei lá, pouca leitura ou vontade totalizante que toma qualquerum: drinks exóticos, há braços no final do livro, vanguarda paulista rolando solta, itamars e barnabés, rumos e furos na galáxia sententrional da Cultura da Utilidade & um pouco de Saudade.
Discussões chapado-políticas acaloradas por palavras de impacto profundo apenas na superficialidade da risada pós-comunhão, tais como:
- fascista
- comunista de merda
- síndrome de classe média
- humanista fanfarrão
Mas no final, a fustigante revelação que um mundo chato e inverossímil: só se consegue suportar com drogas, mesmo que não sejam drogas: deus, sexo, arte.
Eaí, plano geral, música ao fundo, casal se beijando: final feliz? Todos são.
Ah! livros nunca terminam.