como morrer em jundiaí aos 22 anos, sem ter bebido em todas as chuvas?

Esquecer-se na gaveta, em poemas e bíblias

ferir-se de si, de ocasos outros

e fundar-se na rede enquanto chove a vida,

matéria-prima falsa dos tempos,

que me engole e me aflige.

 

Tardam as ensolaradas manhãs-memórias,

que fixam em mim o medo e o tinto clima

de maio em outubro,

onde todo outubro é triste

de eclipses fundos e velhices.

 

Todavia, falo de alegrias

e abraços achados na euforia

dos círculos imagéticos dos santos dias

a serem perdidos no corpo largo

louco da poesia.



Escrito por Coquette às 01h49
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