Há tempos não escrevia um poema na madrugada depois de ler um pessoa quase destruído e um piva agora redescoberto. Ah! a poesia.
Saio à rua esperando
a beleza das possibilidades
(...)
luzes no acaso dos sentidos e um sorriso na extensão
das (minhas) linhas
(seu) baile entre
co(r)pos
- paixões explodem? formas transformam?
Ou talvez apenas:
escritura textura tessitura:
(imaginações & espelhos)
- meu deus, cumé estranhu
refletir-
lhe
Ah! Enterrar as rimas corretas e os bocejos das Certezas
(pôr o pé no chão/ ver o dia nascer/ coletar encantamentos)
Desencanar na tarde
tranqüilo e azul e beijos nas costas e sons incandescentes e livros de poemas
(olhar-luar na saia-luz)/ para assim:
divino, maravilhoso:
- Enlaçar um beck
Desengavetar lirismos
Poetar cores sensíveis/ amores hábeis/ beijos tácteis
Sei lá,
Talvez esquecer um pouco a imensidão do Abstrato
Escrito por Leo às 18h24
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