poemico último de meu futuro primeiro livro

Poema para o fim do caderno

 

Finda a ponta finita, ínfima

afina o verbo, apura o léxico

absinta, abre e sintas.

 

Aqui não há nada, senão a carga

suja ou mal lavada dessa cara rasa

e infestada, por ti debochada.

 

Caia aqui, navalha a carne em brasa

que te pus enfiada

enquanto tu, farta-te da mortalha amada e amanteigada

de cus e varas desejadas.

 

Existe essa existência aflita

evita essa evidência vida,

e me diga: se te amo, só tu podes?

se te mato, você morre!?

 

A carne é rija

E o pau é fraco.



Escrito por Coquette às 21h40
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