álbum de família
Saímos chapados da baladinha em casa, titia como sempre perdida nas festas lesbartísticas da merdrópole, e nós a desandar beijos pras pessoas na rua, que intimidadas, ficavam suspeitas de sermos policiais do amor ou dalgum quadrilátero amoroso sem propósito, utopias desesperadas.
Fomos pralgum mercado comprar comida, qualquer coisa pratenuar a larica indesejada naquela madrugada fria cheia de propostas. Enquanto os meninos compravam pão pullman, queijo e presunto, eu e letícia nos agarrávamos no banheiro do mercado, beijos salientes/tesão latente, ela segurando meu pau enquanteu descobria seus peitos na blusa e os meninos olhando pra trás, falta dinheiro merda, tá com ele, no bolso, e eu, sutil e lentamente baixando a cabeça dela prum boquete a lá carte e ela abrindo minhas calças quandalguém bate sensitivamente forte na porta, quem taí?, voz de mulher, fina, estridente e chata, letícia mandum ´tem gente´ tímido, eu broxo e ponho-o pra dentro suspeitando de futuros aventurosos (silêncio).
Vamos porra não tem ninguém em casa.
enquanto menlaçava com seus braços de menina junto com o chuveiro ligado prapaziguar tesões flutuando, uma trepada ótima: lenta, agressiva, de deixar marcas nas memórias pantagruélicas doite pós-terceira, aqueles momentos que se beija sem os lábios (sim! o beijo não vem da boca! ah! há esperança neste mundo-gelo). Fazer amor no chuveiro é tão gostoso quantum fim-de-tarde cocê perdido poraí.
Querido, é você?
(constrangedorismos/ eu suavizava com a língua os bicos dos seios dela) É. Sim. Tô. Tia. A. lê. Também.
Ah! tá. Eu comprei pizza, tá.
Tá, é, a gente já vai.
Risinhos tímidos, pau deslevitando, bocas.
Escrito por Leo às 19h38
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