Eternidade
Entreter-me com as manhãs
Bucolicamente verde-lima de minha cidade
Buscar o riso e a loucura bela
Uma poesia antes do café
Entranhas emocionais expostas
Um barroco de mim mesmo
Acessível à racionalidade de todos
Voar em carros vermelhos
E óculos E barbas E penteados E roupas
Ouvir bem o som do Rock ‘n Blues
Sambar as palavras e as impressões do mundo
Nesse impulso à queda-livre dos sonhos
Assim que as canções terminem
E o baque de uma nova envergue nossas veias
Na direção da tesão
Que envenene nossos olhos-óculos de beleza
E nossas mãos de carícias-porrada
Desde que inusitadas
E a nudez seja engraçada
Que se veja a memória e as lembranças
Sendo escritas e que saibam, são eternas.
Escrito por Coquette às 20h51
[]
[envie esta mensagem]
|