capítulo que dei de presente pro coquette no aniversário dele

inverno/

primavera/

poeta é quem/

se considera

 

ou Manifesto do Fracasso

 

assim como não acredito odiar sem chuvas o binômio operístico solidão-literatura, não me reconheço neste amontoado dárvores estupradas com meus poemetos quescrevi na adolescência sorriso-dentes-brancos & papai forjando ensaios de maturidade engenheirísticas pra carteiras de trabalho amorais, quando encontrei num amontoado antigo de cadernos escolares ´um dia estudei e não assassinei professores sem óculos´ este livreto preto com poemas adolescentes pra conquistar meninas de sorrisos cintilantes e impressionar professoras de português que balbuciavam Fernando Pessoa pra mim com lábios vermelhos ´um dia ainda te como moleque safado metido a intelectual-punk´:

(você sabia quera o início da caminhada rasteira e sem rumo pralgum lugar sem vivalma & consolos?):

tristeza áspera em racionalizar sem vinho & ti que não chegaria mesmo com essa merda de rascunho noturno-abraço que levo a sério na segunda de manhã depois do jornal & caphé a lugar algum e só exporia meus divertimentos sob umoutra brincadeira lingüística e um sexo à flor do pau pra reconquistar minha reflexão quente, porém, me divertia à acachapação subtil: ´moleque, de tanto beber, vai virar um alcoólatra ou como sua tia´, queu imaginava inda mais minha tia clicando clitóris à luz de velas vinho e no meu gênesis lírico me divertia com amigos dentão e mesbaldava berrando o poema acima do Leminski que me tirou de enrascadas conceituais em festas & saudações ilimitadas em velórios Deles, joguei o livro num canto e quando voltei pro Cachecol minha tia na sala sorrindo sem sorrir me convidou pra tomar um vinho e mensinou estórias dArte só pra refletir nos olhos verde-veneno o quanto aquilo foi importante pro andar dela, pois simples e notoria e quase divinamente aquilo a tinha salvo

 

(uma maldição salva a outra?)

                                              (ou maldição só acumula, como me disse a Tamara Costa)

 

como se Rainer Maria Rilke angelicamente tivesse me endiabrado quando dormi chapado de vinho argentino- presente do pai da letícia naquele sábado sem sexo apenas abraçadinho debaixo das cobertas-sóis só porque é lindu - pra me dizer, olhos em fogo: - Morrerias se não pudesse mais escrever? Agarrei-me no copo pensando ser o Houaiss de travesseiro e sonhei com alguma orgia esburacada com a certeza ocular de ter imaginado o Carlos com uma túnica branca esbravando meninotas e não dormi sem antes treinar um tratado philosophico sobre tias lésbicas & livros de poemas adolescentes na influência da literatura brasileira contemporânea.

Ah! Indundia escrevo uma explosão.



Escrito por Leo às 14h18
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