ouvindo blues, por favor.
noite
Desapareci
de mim do cursinho do trabalho da cidade dos amigos de letícia: numa profusão de confusões dilaceradas e angústias tripartidas entre o céu cinza-solidão e a desconfiança conjugada de queu sou uma farsa (literária-existencial-psíquica) divorciado de pensamentos e idéias e perdido na rodoviária desesperado prum olhar confidente crente que o sol noutro dia precisaria iluminar casas livros sexo. l´aventura juvenil sinstalou minha mochila e sentei núltima poltrona fechando os olhos ora sim ora talvez, pruma imagem que resgatasse sinceridades e amarelos.
Voltei pra minha cidade sem avisar vivalma: útero desconfiado e desci pra biblioteca municipal donde conheci a mim além de vagar sozinho por ruas donde descobri dúvidas, passeei por estantes lúgubres & iluminadas esboçando sorrisos
(internando trevas)
e terminei o dia numa mesa de bar no centro da cidade finita, fim-de-tarde irreconciliável, com, quem sabe, lágrimas e futuros.
Uma prostituta a rebolar na não-saia pediu-me um cigarro queu sem falar, só se tu fumar comigo, então tá, os dois fumando sem olhar, táfim?, não. (companhia necessária pruma noite sem ses)
- Tu é daqui?
- Fui.
- Que que tu faz da vida?
- Sei lá. Escrevo. Acho.
- Legal, sorrindo dum jeito simples. Daqueles jeitos que só se vê às vezes sem tentar.
Bundei uns tantos pela city: vergonha na cara e desbravamentos. É, talvez eu consiga.
Escrito por Leo às 17h06
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