Hoje é meu aniversário. Escrevi este texto ontem depois que ouvi um cedê de jazz com los tres amigos. On the road.

summertime

 

, crespusculando nossos olhos como, com sax e cores, vermelhos d´Ella, cantando gemendo assoprando poesia nos nossos ouvidos, lívidos, saturninos de nada que pairavam nos tons bons da voz vadiando vazio gostoso presente lindamente terminável na tarde no vento forte que o carro invadia nos túneis, inúteis que eram, de falta de metáforas. Rush little baby, don´t you cry eles me diziam e iam pensando sendo que eu era uma idéia fantasma incrustecendo no carro e o Edu, com também os olhos vermelhoarroxeados de jazz & baratos, de amor sem dor, na tarde tardando um passo (como nuvens?como nós?como deus?) acima dos pobres mortais, morais que sempre foram, da falta de vulgar transcendência que ilumina qualquer indiferente andar, vagabundo que seja: mágico triste azul

quando a noite caiu, caíram também cores lágrimas crenças ideais poesias poças d´água

o desejo é a única coisa que revoluciona de verdade

 

 

 



Escrito por Leo às 11h51
[] [envie esta mensagem]



cellso: o gonzoboy voltando em grande estilo plástico-artístico

o retrato de eleonore" ou "bebe logo essa merda"   dedico pra vida...ou pra morte mesmo



Escrito por Leo às 14h35
[] [envie esta mensagem]



depois de rever os sonhadores do bertolucci em sampa (lógico), não que o texto tenha a ver com o filme mas foi adaptado à estorieta literária que se segue aqui há algum tempo e que se me descobrirem cairá logo nas malhas lúdicas do papel!

 

os sonhadores

 

Éramos sonhadores, ingenuamente perdidos na ideologia sexual dos poros, queríamos estar rodeados de artistas loucos, geniais, tarados, megalomaníacos, alcoólatras, taxicômanos, malditos, mas sempre que caímos dependurados em festas que apareciam tipos pretensamente parecidos com essa fina descrição logo os escrachávamos ignorando seu paladar e citando algum autor que não existia apenas para os seus óculos sem grau se engasgarem e se monges tibetanos da nossa idade e poetas rockeiros de bandas sem presente ficassem discutindo a nova ordem mundial tirávamos sarros da pontuação geográfica de suas idéias e nos fechávamos, o que no fundo era ruim, porque éramos tachados de pretensiosos ignorantes sem futuro, e acabávamos girando em nossa própria cinemateca sensual, nosso maio de 68 espiritual passou-se num buteco sem cor na augusta sem chance e enfiávamos goela abaixo goles de discussão, não admitíamos, mas olhávamos pra frente mesmo com a vista embaçada e tínhamos a vergonha sobrenatural de falar que queríamos viver num mundo melhor e pensávamos sozinhos, em quatro, que the times you know they´re changing, talvez, mas rezávamos na cartilha hedonista-niilista da boa ordem filosófica, publicada cerimoniosamente no blogue em conjunto, tentativa crassa de estipular valores sem amanhã, mas talvez, tudo isso esteja, secretamente, no acordo tácito dos olhos que a insônia insiste em não assassinar.

 



Escrito por Leo às 13h56
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Ver mensagens anteriores

Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Etcetera
Granta
Literatura Argentina Contemporânea
London Burning
Na TaBUA
Paralelos
patife.art
Portal Literal
Rizoma
Scream Yell
Trópico
Bestiário- Revista de Contos
Trama
Ubu Web
Zunai
Ademir Assunção
André Pagnossim
Augusto Sales
Bactéria
Bruna Beber
Cardoso
Cecilia Gianetti
Chacal
E-jazz
Claudio Daniel
Daniel Galera
Eliane
Contracampo - Cinema
Fabiano Calixto
Fabricio Carpinejar
FakerFakir
Fernanda D´Umbra
Ivana Arruda Leite
João Filho
Joca Reiners Terron
Laerte
Leonardo Vinhas
Edições K
Linaldo Guedes
Mara Coradello
Sara Fazib
marina andrade
Mário Bortolotto
Marcelino Freire
Nayra Lobo
Patrick Brock
Paulo Scott
Poesia Papangu
Ricardo Aleixo
Sérgio Mello
Simone Campos
ToRtUrAdOrAs
Wladimir Cazé
Tamara Costa
Xico Sá
mArCelo benvenuTTI
Criticaria
Cronopios