Mais um poema mentiroso nos fatos, mas sincero na essência.

 

Caminho

 

Tamborinando no peito

Desço pro meio

Do meu calçamento

Com ar de supremo lamento

De não ter descido

Antes do tempo

De ter lido tudo

Que há dentro

Das paredes compridas

Do meu apartamento

E de ter esquecido

Que o que há de intenso

Na vida da morte

São os passeios

Pra fora.

 

 



Escrito por cOcO às 20h55
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