Velocidade é o caralho!
Eu quero é parar olhar observar sorver fruir amar
Quieto
Sem pressa
Sem nada
Desencanar tomando café feito na hora fumar um cigarro pensando nos barroquismos cinepoéticos do Glauber e ver minha mulher passando com aquela saia florida de seus olhos que aterrorizam saudades
Depois sentir um livro de poemas inteiro do Maiacovski esquecendo que a lua já ta lá e terminar a noite beijando as eternidades daquele corpo morno
E talves antes depois nunca quem vai saber ligar praqueles amigos que você ama mas que não convivem mais com você não lembram mais do que você gosta de comer os filmes que ta pirando no momento os tipos de assunto que tá pensando discutindo arregimentando em mesas de bar inestimáveis filas de cerveja mas que você precisa ouvir a voz de tempos em tempos e saber os tópicos mais importantes da vida cotidiana que a canoa insiste em quebrar
Família
Trampo
Artes esquecidas perdidas por falta de sei lá sonho dinheiro tesão
E que fica na superficialidade reconhecida mas que é um amor um gozo um alívio saber que a pessoa tá lá dita bem e ainda sendo
Ou esperar aquelo amigo de sempre com um baseado do verde que talvez nem te conheça tanto quanto aquele outro mas que viaje com você e sintonias existenciais se batem ressonam idéias perdidas porque inimagináveis e outras porque não? Aproveitáveis e colocadas no meio dum capítulo dalgum livro fantástico já que a vida nele rebate mas também pode ser naquele olhar que percorre árvores e prédios
Pelo dia que a poesia assuste
Escrito por Coquette às 01h57
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ultimo capitulo dum livro que nao publicarei.
Acho que nunca li um livro que terminasse numa festa. A arrogância de ser escritor dum livro só assusta.
Sei lá, pouca leitura ou vontade totalizante que toma qualquerum: drinks exóticos, há braços no final do livro, vanguarda paulista rolando solta, itamars e barnabés, rumos e furos na galáxia sententrional da Cultura da Utilidade & um pouco de Saudade.
Discussões chapado-políticas acaloradas por palavras de impacto profundo apenas na superficialidade da risada pós-comunhão, tais como:
- fascista
- comunista de merda
- síndrome de classe média
- humanista fanfarrão
Mas no final, a fustigante revelação que um mundo chato e inverossímil: só se consegue suportar com drogas, mesmo que não sejam drogas: deus, sexo, arte.
Eaí, plano geral, música ao fundo, casal se beijando: final feliz? Todos são.
Ah! livros nunca terminam.
Escrito por Coquette às 21h16
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ps: tô postando no nome do vinicius porque esqueci minha senha, foda-se né.
fui homenageado pela marina, uma moça arretada do rio: http://www.cardiograma.blogspot.com/
e lá vai um capitulozinho do livro que nunca publicarei porque acho que desencanei de ser escritor e não tenho mais computador em são carlos e não li tudo ainda e nao tenho saco de publicar nem escritores consagrados que me achem genial e minha namorada não é rica ou a poesia inda não nasceu.
" è melhor ser alegre que ser triste"
vinícius de moraes
profecia
Adentrando tuas estórias através do tenso timbre
dos lábios/ dos braços/ dos laços
das Bachianas do Villa-Lobos que ressonavam no filete de luz da janela quinfiltrava solidões & sentidos; Letícia lançando o pescoço pra trás, deixando os bicos dos seios à minha boca como presentes da Existência: poemas que se querem tudo, menos transcendentais, pois a Carne & o Sangue merecem ser, religiosamente, explorados por no mínimo todos aqueles que lêem Vinícius de Moraes quando respiram ou gozam olhando nolhos, mais um empreendimento que os homens deveriam conhecer com as mulheres. Ou com outros homens. Sei lá. Minha avó sempre dizia que tudé uma questão de sensibilidades.
Escrito por Coquette às 20h00
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tá bom: tava na hora de voltar
metás
tase
Desisti dessa cidade-voragem!;
quero luas pratamorosas já nela e beijos-selos-lógicos-imperfeitos enquantum novo poeta – Herberto Helder herdeiro fiel à formação de la mia giuventú de frases longas e sexos anexos - me deslumbrava e, uma vez mais, inventava a língua prEla e pra mim.
Meninos & meninas na rua pedindo sobrevivências não conhecem Herberto Helder ou a mim, minha literatura, minha giuventú, meu amor. Eles dependem:
a-único) das caridades religiosas (da literatura dita-alguma-coisa ou de quem quer seu céu)
mas vão morrer sem salvações, poemas, Institucionalizões da Pobreza Alheia ou Prêmios da Paz da Porra.
Desiste dessa cidade-voragem! e de famílias não-escolhidas, pensamentos médios, prêmios literários que você tem que pagar prentrar naqueles livros de Família, gente chata e partidos políticos.
Lutarei pela União Nacional dos que votam Nulo, pela inclusão de Campos de Carvalho no café-da-manhã, pelos 2% pro Ministério da Cultura e pela tranqüilidade – quase corrosivamente poética – dos teus braços dançantes; pois como disse Nietzsche (provavelmente num dia a matar Hegel, católicos, sofistas, Liga das Senhoras): eu só acreditaria num deus que soubesse dançar – epígrafe-tema de meu próximo ajuntamente de escritos – que deve ter escandalizado chefes de estado de espírito de porco que não espetam frases-catarses na nuca nem confiam no auxílio luxuoso dum pandeiro. Ou nunca escreveram poemas ridículos pra amadas(os). Esses.
léo br.
Escrito por Coquette às 21h50
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como morrer em jundiaí aos 22 anos, sem ter bebido em todas as chuvas?
Esquecer-se na gaveta, em poemas e bíblias
ferir-se de si, de ocasos outros
e fundar-se na rede enquanto chove a vida,
matéria-prima falsa dos tempos,
que me engole e me aflige.
Tardam as ensolaradas manhãs-memórias,
que fixam em mim o medo e o tinto clima
de maio em outubro,
onde todo outubro é triste
de eclipses fundos e velhices.
Todavia, falo de alegrias
e abraços achados na euforia
dos círculos imagéticos dos santos dias
a serem perdidos no corpo largo
louco da poesia.
Escrito por Coquette às 01h49
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Há tempos não escrevia um poema na madrugada depois de ler um pessoa quase destruído e um piva agora redescoberto. Ah! a poesia.
Saio à rua esperando
a beleza das possibilidades
(...)
luzes no acaso dos sentidos e um sorriso na extensão
das (minhas) linhas
(seu) baile entre
co(r)pos
- paixões explodem? formas transformam?
Ou talvez apenas:
escritura textura tessitura:
(imaginações & espelhos)
- meu deus, cumé estranhu
refletir-
lhe
Ah! Enterrar as rimas corretas e os bocejos das Certezas
(pôr o pé no chão/ ver o dia nascer/ coletar encantamentos)
Desencanar na tarde
tranqüilo e azul e beijos nas costas e sons incandescentes e livros de poemas
(olhar-luar na saia-luz)/ para assim:
divino, maravilhoso:
- Enlaçar um beck
Desengavetar lirismos
Poetar cores sensíveis/ amores hábeis/ beijos tácteis
Sei lá,
Talvez esquecer um pouco a imensidão do Abstrato
Escrito por Leo às 18h24
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O único capítulo (exatamente no meio do livro) que não é escrito pelo narrador.
retrato da retratada quando jovem
Sempre disse presse sentimental queu não estava mais lendo aquele lindo livro de poemas do Baudelaire com tradução do Guilherme de Almeida quandele entrou no bar e eu já reparava naquele olhar perdido de poetinha do interior bebendo caphé e fumando ora sem tragar ora tossindo como se fosse virgem do olhar, rindo porque começou a tocar uma música com o documento humano-musical que era a voz da Billie Holiday e que ele pensava conhecer sozinho. Quando ele saiu sem me escrever e nem se despediu com arroubos de linguagem poética, eu já estava dedicando-lhe um poema com o sugestivo título de ´A um passante´, ótima alusão não só ao Poeta mas à esta cidade na qual eu já estava soterrada de não-cor e da qual, eu sem querer, com os pés, já estava me despedindo. Não sei porque continuei naquele inútil e embriagante cursinho de quinta-feira-vinho-no-bar, porque talvez minhas desilusões tenham amortecido com beijos e a literatura que ele almejava amar. Em certo sentido, eles me salvaram. Não gostei muito de letícia muito menos em letra minúscula que achei, no mínimo, demodé (mas também me lembrava de e.e.cummings: poeta esquecido e querido) e quele defendia brincando quera uma luta lingüística contra a idealização romântica (sim, um romântico que desconfia do romantismo/ ecos de Truffaut). Não à toa que o Carlos sempre o chamava de ´poeteiro´ ou de ´o último tuberculoso da metrópole´, fanfarrão irresponsável quesse amigo tão querido sempre foi, o que embalava nossas festas concorrentes da responsabilidade. Mas o engraçado é que me emaranhei nessa personagem, um pouco diferente de mim, principalmente nos cabelos: mas que aprendi a gostar inventando de vadiar a lá Anaïn Nin em dias cos trópicos subiam nas peles e as noites nasciam pós carnalidades-carnavalescas. Ou a fixação pela Argentina (ele acabou conhecendo os escritores chilenos só mais tarde) e aquele lance dele querer ser escritor por causa do Julio Cortázar e do terno o cigarro Macedônio Fernandez ´o olhar penetrantemente lítero-existencial´ Paris: a famosa photo mítica: havia momentos que amava mais o amigo que o amante, debruçada que ficava, olhando o brilho nos olhos dele falando dos escritores que mudaram sua vida- modo de escrever: minha mãe me disse que se apaixonou por papai quando ele disse que o sonho dele era largar o emprego e montar uma banda de rock (coisa nunca feita). Não posso também entrar em muitos detalhes de nossa vida romanesca ou dos meninos que na verdade se desdobravam em mais à tangente. Este livro não é meu e ao escrever tudo isso tenho certeza dele ter mudado alguma coisa: ideologia de ficcionalizar até os bons-dias e abraços em esquinas. Também não sei até aonde ele vai com essa empreitada talvez sem futuro próximo (caberá nele mais livros? mais amores?), malas prontas questou; ou com que cores finais ele me pintará, pois lágrimas são transparentes.
(ainda o espero em Buenos Aires)
O mais importante, mais do que virar personagem e sair dançando nas chuvas de grafite ou de água ou de dor é saber o quão importante esse moleque bonito (a seu jeito) e engraçado foi é será pra mim: eterna pequena musa de pequeno livro escrevinhado como só eu vi com o sangue de noites novas. Essa capa com a tradução em espanhol não é muito bonita e eu agora espero o caphé lendo o livro dele. Meu.
 
Escrito por Leo às 19h21
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...meu querido hiato...
...VÁ-TE...
Escrito por Coquette às 11h53
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ponto final
A primeira coisa que um escritor deveria fazer era parar de escrever: pra que estuprar páginas brancas/ idéias vãs: na calada da noite, cigarros mal fumados e vida pertigando a fora, sair e comemorar o instante plácido dos beijos a serem selados, via distribuição de poemas e músicas melodiosas dentre a noite a amanhecer, metáfora pobre e poemas e vinhos e procuras de existências: porque acordar todo dia de manhã à tarde à noite, porque amar, escrever, ser, ver filmes, se apaixonar a cada instante, beber com os amigos, ler dostoievski, oswald de andrade, campos de carvalho, reviver vidas, amar divas, somar glórias, críticas, ideais despedaçados, fumar, usar drogas, ouvir tu dizeres que me ama tarde da noite confundido com brilhos do apartamento, sexo escondido no sentido do verso, frases longas entrecortadas por racionalismos castradores, pudores desavergonhados entretidos na desinvenção do suor, na desinfecção de palavras lunares, pra quê se matar? se poemas vinho sexo? pra que confundir romances, contos depravados e humores sem pudor: insensibilidades? Dizer adeus ao mundo sob a forma de romances? Pra quê não acabar logo com isso e instaurar de vez na cabeça oriunda e rotunda desses escribas a porra dum ponto final? Compreender a delicadeza do fim.
Escrito por Leo às 17h08
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Um nirvana aos vinte e poucos anos
mesclávamos a manhã e a morte
numa derradeira e rasteira farsa
do algo a ser feito
da agenda, responsabilidades, trabalho
não queridas, auferidas porém, e engolidas
queríamos o futuro e só
o seu gosto de beira de poço
sílabaspodidasemendadas
liberdade fútil numa loucura amável
estávamos fascinados pelas possibilidades de um trago
dos devaneios agradáveis
ruminados em copos
revertidos em tosses e catarros
olhos fundos de torpor e ócio
uma delícia, suculenta fruta
xana virgem de puta
Escrito por Coquette às 17h58
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queríamos tudo
como queríamos o sangue pudico
do olhar e do desejo públicos
questionar o súbito apagão das mentes,
o lúdico
do corpo quente e são
ahh e esse fogo!?
suas letras riscadas no couro, e seu borbulho
ali estava tudo
o gosto profundo da vontade
avessa às impossibilidades,
à posse do ridículo,
diante da inconsistência factual.
Escrito por Coquette às 17h57
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3 da madrugada/ quase nada
e a patética-poética deslumbração consentida que comerei apenas uma mulher o romance inteiro enquanto desengravato meu fracasso como libertino perdulado no apê da Clara (que inté deve ter aparecido nalgum capítulo ontheroadiano co Eduardo a dixavar esperanças & vistas pela janela).
Além da minha insônia crônica que cultuo de chapéu.
Clara cortou o cabelo a lá pin-up numa photo PB em anos semi-maliciosos e passa de calcinha safada mas hoje quero dormir e uma camiseta que o olho entre o papel e a imagem destoa perfurando a blusa dos mamilos roseados.
Pianos dedilhados.
Busca a água no filtro e a calcinha escorrega, desajeitada e lógica. Vira pra mim com aquele olhar-luar, dexa eu ler?, eu pego o isqueiro.
Quando sair, Clara.
Eu tô nele?, ela sorri cinema.
Respondo Bogart: Eu nunca escreveria um livro (esboço cos dedos) sem: meus amigos rindo vagabundeando por aí, meus livros abertos com frases sublinhadas preu roubar e meninas bonitas acordando às 3 da manhã passeando de calcinha-veneno poralgum apê da metrópole desfigurada.
Feliz. Ela me dá um beijo certeiro no lábio selado e volta pra cama. Suspirando imaginações. Bailando ca bunda blues. Frustrando noites. Volto praquela frase insistente em não dançar e desatino pra sacada filosofar saudades e esperar o dia nascer: desatento e levemente sem sentido.
Escrito por Leo às 19h08
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Oração de los tres amigos
Embriaguem-se
Charles Baudelaire, ou o Bô, pros íntimos
É preciso estar sempre embriagado.
Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, por ventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso! Com vinho, poesia ou virtude, a escolher”.

Escrito por Leo às 19h05
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poemico último de meu futuro primeiro livro
Poema para o fim do caderno
Finda a ponta finita, ínfima
afina o verbo, apura o léxico
absinta, abre e sintas.
Aqui não há nada, senão a carga
suja ou mal lavada dessa cara rasa
e infestada, por ti debochada.
Caia aqui, navalha a carne em brasa
que te pus enfiada
enquanto tu, farta-te da mortalha amada e amanteigada
de cus e varas desejadas.
Existe essa existência aflita
evita essa evidência vida,
e me diga: se te amo, só tu podes?
se te mato, você morre!?
A carne é rija
E o pau é fraco.
Escrito por Coquette às 21h40
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álbum de família
Saímos chapados da baladinha em casa, titia como sempre perdida nas festas lesbartísticas da merdrópole, e nós a desandar beijos pras pessoas na rua, que intimidadas, ficavam suspeitas de sermos policiais do amor ou dalgum quadrilátero amoroso sem propósito, utopias desesperadas.
Fomos pralgum mercado comprar comida, qualquer coisa pratenuar a larica indesejada naquela madrugada fria cheia de propostas. Enquanto os meninos compravam pão pullman, queijo e presunto, eu e letícia nos agarrávamos no banheiro do mercado, beijos salientes/tesão latente, ela segurando meu pau enquanteu descobria seus peitos na blusa e os meninos olhando pra trás, falta dinheiro merda, tá com ele, no bolso, e eu, sutil e lentamente baixando a cabeça dela prum boquete a lá carte e ela abrindo minhas calças quandalguém bate sensitivamente forte na porta, quem taí?, voz de mulher, fina, estridente e chata, letícia mandum ´tem gente´ tímido, eu broxo e ponho-o pra dentro suspeitando de futuros aventurosos (silêncio).
Vamos porra não tem ninguém em casa.
enquanto menlaçava com seus braços de menina junto com o chuveiro ligado prapaziguar tesões flutuando, uma trepada ótima: lenta, agressiva, de deixar marcas nas memórias pantagruélicas doite pós-terceira, aqueles momentos que se beija sem os lábios (sim! o beijo não vem da boca! ah! há esperança neste mundo-gelo). Fazer amor no chuveiro é tão gostoso quantum fim-de-tarde cocê perdido poraí.
Querido, é você?
(constrangedorismos/ eu suavizava com a língua os bicos dos seios dela) É. Sim. Tô. Tia. A. lê. Também.
Ah! tá. Eu comprei pizza, tá.
Tá, é, a gente já vai.
Risinhos tímidos, pau deslevitando, bocas.
Escrito por Leo às 19h38
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